Eu e o João estávamos casados há quase dois anos quando tudo começou. Ele sempre foi um homem calmo, carinhoso, talvez até demasiado. Eu adorava-o, mas havia algo dentro de mim que não parava de crescer — um desejo que ele não conseguia satisfazer completamente.
Conheci o Miguel no ginásio. Era mais novo, mais alto, mais confiante. Trocámos olhares durante semanas. Uma noite, depois de um treino, ele convidou-me para ir beber qualquer coisa. Eu disse que sim sem hesitar.
Quando cheguei a casa às duas da manhã, o João estava acordado no sofá. Olhou para mim e soube logo. Não perguntou nada. Eu sentei-me ao lado dele, ainda com o cheiro do Miguel na pele, e contei-lhe tudo.
— Ele fodeu-me tão bem... — disse-lhe em voz baixa, enquanto lhe passava a mão pela coxa. — Ele é muito maior que tu, João.
Vi a cara dele mudar. Primeiro choque. Depois, algo que nunca tinha visto antes: excitação. A pila dele ficou dura dentro das calças de pijama.
— Queres saber os detalhes? — perguntei, aproximando-me mais.
Ele assentiu, quase sem voz.
Contei-lhe como o Miguel me tinha posto de quatro, como me tinha fodido sem parar durante quase uma hora, como eu tinha gozado duas vezes antes dele me encher de esperma. Enquanto falava, abri o fecho das calças do João e comecei a masturbar-lhe a pila devagar.
— Ele gozou dentro de mim, João. Sem camisinha. Sinto-o ainda a escorrer de mim.
Ele gozou em menos de um minuto. Forte. Tremendo.
Depois, enquanto ele recuperava a respiração, encostei-me ao ouvido dele e disse pela primeira vez:
— És o meu corno agora, amor. E eu adoro-te por isso.
Ele não respondeu com palavras. Apenas me beijou com uma fome que nunca tinha sentido antes.